happy counterterrism day
5 - Novembro - 2007
Remember, remember the fifth of November,
The gunpowder, treason and plot,
I know of no reason
Why gunpowder treason
Should ever be forgot
Guy Fawkes, Guy Fawkes, ’twas his intent
To blow up the King and Parliament.
Three score barrels of powder below,
Poor old England to overthrow;
By God’s providence he was catch’d
With a dark lantern and burning match.
Holloa boys, holloa boys, make the bells ring.
Holloa boys, holloa boys, God save the King!
Hip hip hoorah!A penny loaf to feed the Pope.
A farthing o’ cheese to choke him.
A pint of beer to rinse it down.
A faggot of sticks to burn him.
Burn him in a tub of tar.
Burn him like a blazing star.
Burn his body from his head.
Then we’ll say ol’ Pope is dead.
Hip hip hoorah!
Hip hip hoorah hoorah!

voila v
salarios dos gambé nos estados
4 - Novembro - 2007
1. Polícia Militar do Distrito Federal – R$ 3.200 (vai para R$ 3.618);
2. Polícia Militar do Estado do Amapá – R$ 1.770;
3. Polícia Militar do Estado de Goiás – R$ 1.745;
4. Polícia Militar do Estado do Paraná – R$ 1.700;
5. Polícia Militar do Estado de Santa Catarina – R$ 1.600;
6. Polícia Militar do Estado do Amazonas – R$ 1.546;
7. Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul – R$ 1.500;
8. Polícia Militar do Estado de Alagoas – R$ 1.487;
9. Polícia Militar do Estado de Tocantins – R$ 1.455;
10. Polícia Militar do Estado de Minas Gerais – R$ 1.332;
11. Polícia Militar do Estado da Bahia – R$ 1.264;
12. Polícia Militar do Estado de Rondônia – R$ 1.251;
13. Polícia Militar do Estado de São Paulo – R$ 1.240;
14. Polícia Militar do Estado do Espírito Santo – R$ 1.237;
15. Polícia Militar do Estado de Roraima – R$ 1.201;
16. Polícia Militar do Estado do Maranhão – R$ 1.200
17. Polícia Militar do Estado de Acre – R$ 1.200;
18. Polícia Militar do Estado do Ceará – R$ 1.147;
19. Polícia Militar do Estado de Mato Grosso – R$ 1.114
20. Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Norte – R$ 1.111;
21. Polícia Militar do Estado de Sergipe – R$ 1.111;
22. Polícia Militar do Estado da Paraíba – R$ 1.080;
23. Polícia Militar do Estado do Pará – R$ 1.015;
24. Polícia Militar do Estado do Piauí – R$ 1.000;
25. Brigada Militar do Rio Grande do Sul – R$ 965;
26. Polícia Militar do Pernambuco – R$ 900;
27. Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro – R$ 800.
tomar tiro de ak por 800 mango é piada.
realidade ética no brasil 2
31 - Outubro - 2007
Concordo
Acordo
Discordo.
(arnaldo antunes)
realidade ética no brasil 1
31 - Outubro - 2007
Renangate, mensalão, mensalinho, Sivam, esquema PC Farias, anões do orçamento, fraudes na Sudam e superfaturamento de obras públicas, violação do painel de votação, outros. ponto ponto ponto ponto ponto ponto.frases para reflexão:
“a ética não se adapta às necessidades de cada um. Ela é um conceito universal e sólido.” (Inácio Strieder | professor – UFPE)
“Parecer ético é uma questão de estética, típica do oportunismo. Ser ético, porém, é uma questão de caráter” (Frei Betto)
relatos de uma vida real
24 - Outubro - 2007
“O nome do polícia era Manoel Ribeiro, mas o apelido dele era Mané da Banha. O cara gostava muito de grana, sabe? Era um polícia tão safado, que pra ele valia uma carne de porco, que ele se amarrava. Ele trocava por um pedaço de sabão, qualquer arrego para ele tava bom. E o filha da puta do comissário, chefe da Roubos e Furtos de Caxias, dá pra acreditar? Mas ele tinha uma bronca, de mim, sabe, menor? Sabe por quê? É que eu uma vez tinha botado ele pra sair avoando do meu morro. O cara foi para cima de mim, achando que eu ia peitar. Ele não acreditou quando eu dei a volta e aí, o seguinte: vi que o cara tinha deixado o jipe parado la em cima do morro. Eu soltei o freio e deixei o carro descer. Virou bagaço lá na caixa d’água. Nesse dia lá no restaurante Oceano, ele disse: ‘Tudo bem, mas primeiro paga o prejuízo que tu deu no meu jipe’. Foi difícil negociar nesses termos, mas nos terminamos chegando num arrego. Como eu disse, o negócio do cara era se vender. O que ele precisava era da sensação de tá levando vantagem na parada. Ou então de ter os bandidos mais temidos da Baixada, na mão. Acho que é isso. Não sei. Eu é que não vou perder meu tempo tentando entender o que se passa na cabeça de um cana corrupto. Pra mim já era um sacrifício ter que receber aquela cara uma vez por semana, apertar a mão dele e tal. Eu fiz marra à vera, disse que se eles atacassem eu metia a mão e fazia que tinha feito com o guarda noturno do Antônio Portugal. Mas a grande verdade é que eu logo tava adaptado àquelas modernidades. Realmente, não tinha comparação. O Russinho, o Milica e o Galeguinho tavam cobertos de razão. Era melhor trabalhar assim. Melhor pro polícia, que leva uma graninha a mais. Melhor pro freguês, que entrava e saia sem susto da boca de fumo e acima de tudo melhor para nós. Acho que foi aquela passagem que tive certeza de que o crime é um meio de vida. Não de matar ou morrer.”
(Trecho do livro “Lembrancinha do adeus – histórias de um bandido”, da editora Planeta)
política blogueira 2
23 - Outubro - 2007
“Uma estimativa da maneira como a liberdade de convencer é distribuída foi publicada em 1949 na importante publicação de negócios Fortune, onde se afirmava que ‘quase metade do conteúdo dos melhores jornais consiste em matérias publicitárias; quase todo o conteúdo dos jornais menos importantes (…) derivam direta ou indiretamente da ação dos departamentos de relações públicas’. Os editores sustentam então a tese já hoje bem conhecida de que é ‘impossível imaginar uma autêntica democracia sem a ciência da persuasão quanto pensar um Estado totalitário sem a coação”.(Noam Chomsky, texto de “Intelectuais e o Estado”)
política blogueira
23 - Outubro - 2007
A convergência digital, a blogosfera e a comunicação compartilhada não ameaçam apenas a oligarquia da mídia corporativa. Também requerem um novo projeto para democratizar o jornalismo, e outros mecanismos para remunerar os produtores culturais
Antonio Martins
10 RAZÕES PARA LEGALIZAR AS DROGAS
23 - Outubro - 2007
1 – ENCARAR O VERDADEIRO PROBLEMA
Os burocratas que constroem as políticas sobre drogas têm usado a proibição como uma cortina de fumaça para evitar encarar os fatores sociais e econômicos que levam as pessoas a usar drogas. A maior parte do uso ilegal e do uso legal de drogas é recreacional. A pobreza e o desespero estão na raiz da maioria do uso problemático da droga, e somente dirigindo-se a estas causas fundamentais é que poderemos esperar diminuir significativamente o número de usuários problemáticos.
2 – ELIMINAR O MERCADO DO TRÁFICO
O mercado de drogas é comandado pela demanda e milhões de pessoas demandam drogas atualmente ilegais. Se a produção, suprimento e uso de algumas drogas são criminalizados, cria-se um vazio que é preenchido pelo crime organizado. Os lucros neste mercado são de bilhões de dólares. A legalização força o crime organizado a sair do comércio de drogas, acaba com sua renda e permite-nos regular e controlar o mercado (isto é prescrever, licenciar, controle de venda a menores, regulação de propaganda, etc..).
3 – REDUÇÃO DRÁSTICA DO CRIME
O preço de drogas ilegais é determinado por um mercado de alta demanda e não regulado. Usar drogas ilegais é muito caro. Isto significa que alguns usuários dependentes recorrem ao roubo para conseguir dinheiro (corresponde a 50% do crime contra a propriedade na Inglaterra e é estimado em 5 bilhões de dólares por ano). A maioria da violência associada com o negócio ilegal da droga é causada por sua ilegalidade. A legalização permitiria regular o mercado e determinar um preço muito mais baixo acabando com a necessidade dos usuários de roubar para conseguir dinheiro.Nosso sistema judiciário seria aliviado e o número de pessoas em prisões seria reduzido drasticamente, economizando-se bilhões de dólares. Por causa do preço baixo, os fumantes de cigarro não têm que roubar para manter seu hábito. Não há também violência associada com o mercado de tabaco legal.
4 – USUÁRIOS DE DROGA ESTÃO AUMENTANDO
As pesquisas na Inglaterra mostram que quase a metade de todos os adolescentes entre 15 e 16 anos já usou uma droga ilegal. Cerca de 1,5 milhão de pessoas usa ecstasy todo fim de semana. Entre os jovens, o uso ilegal da droga é visto como normal. Intensificar a guerra contra as drogas não está reduzindo a demanda. Na Holanda, onde as leis do uso da maconha são muito menos repressivas, o seu uso entre os jovens é o mais baixo da Europa. A legalização aceita que o uso da droga é normal e que é uma questão social e não uma questão de justiça criminal. Cabe a nós decidirmos como vamos lidar com isto. Em 1970, na Inglaterra, havia 9.000 condenações ou advertências por uso de droga e 15% de novas pessoas tinham usado uma droga ilegal. Em 1995 os números eram de 94.000 e 45%. A proibição não funciona.
5 – POSSIBILITAR O ACESSO A INFORMAÇÃO VERDADEIRA E A RIQUEZA DA EDUCAÇÃO
Um mundo de desinformação sobre drogas e uso de drogas é engendrado pelos ignorantes e preconceituosos burocratas da política e por alguns meios de comunicação que vendem mitos e mentiras para benefício próprio. Isto cria muito dos riscos e dos perigos associados com o uso de drogas. A legalização ajudaria a disseminar informação aberta, honesta e verdadeira aos usuários e aos não-usuários para ajudar-lhes a tomar decisões de usar ou não usar e de como usar. Poderíamos começar a pesquisar novamente as drogas atualmente ilícitas e descobrir todos seus usos e efeitos – positivos e negativos.
6 – TORNAR O USO MAIS SEGURO PARA O USUÁRIO
A proibição conduziu à estigmatização e marginalização dos usuários de drogas. Os países que adotam políticas ultra-proibicionistas têm taxas muito elevadas de infecção por HIV entre usuários de drogas injetáveis. As taxas de hepatite C entre os usuários no Reino Unido estão aumentando substancialmente. No Reino Unido, nos anos 80, agulhas limpas para usuários e instrução sobre sexo seguro para jovens foram disponibilizados em resposta ao medo do HIV. As políticas de redução de danos estão em oposição direta às leis de proibição.
7 – RESTAURAR NOSSOS DIREITOS E RESPONSABILIDADES
A proibição criminaliza desnecessariamente milhões de pessoas que, não fosse isso, seriam pessoas normalmente obedientes às leis. A proibição tira das mãos dos que constroem as políticas públicas a responsabilidade da distribuição de drogas que circulam no mercado paralelo e transfere este poder na maioria das vezes para traficantes violentos. A legalização restauraria o direito de se usar drogas responsavelmente e permitiria o controle e regulação para proteger os mais vulneráveis.
8 – RAÇA E DROGAS
As pessoas da raça negra correm dez vezes mais risco de serem presas por uso de drogas que as pessoas brancas. As prisões por uso de droga são notoriamente discriminatórias do ponto de vista social, alvejando facilmente um grupo étnico particular. A proibição promoveu este estereótipo das pessoas negras. A legalização remove um conjunto inteiro de leis que são usadas desproporcionalmente no contato de pessoas negras com o sistema criminal da justiça. Ajudaria a reverter o número desproporcional de pessoas negras condenadas por uso de droga nas prisões.
9 – IMPLICAÇÕES GLOBAIS
O mercado de drogas ilegais representa cerca de 8% de todo o comércio mundial (em torno de 600 bilhões de dólares ano). Países inteiros são comandados sob a influência, que corrompe, dos cartéis das drogas. A proibição permite também que os países desenvolvidos mantenham um amplo poder político sobre as nações que são produtoras com o patrocínio de programas de controle das drogas. A legalização devolveria o dinheiro perdido para a economia formal, gerando impostos, e diminuiria o alto nível de corrupção. Removeria também uma ferramenta de interferência política das nações estrangeiras sobre as nações produtoras.
10 – A PROIBIÇÃO NÃO FUNCIONA
Não existe nenhuma evidência para mostrar que a proibição esteja resolvendo o problema. A pergunta que devemos nos fazer é: Quais são os benefícios de criminalizar qualquer droga? Se após analisarmos todas as evidências disponíveis concluirmos que os males superam os benefícios, então temos de procurar uma política alternativa. A legalização não é a cura para tudo, mas nos permite encarar os problemas criados com o uso da droga e os problemas criados pela proibição. É chegada a hora de uma política pragmática e eficaz sobre drogas.
Texto original de:
Comandante John Grieve
Unidade de Inteligência Criminal,
Scotland Yard, Channel 4 1997.
(traduzido por Luis Verza)
eu fico triste por saber que muita gente boa toma partido contra essa luta somente em face da ignorância que anda os embriagando.
Incentivo fiscal pode salvar última fábrica de vinil do país
22 - Outubro - 2007
Não é de hoje que deixamos de ver as bolachonas à venda “nas melhores lojas proximas de você”. a boa noticia é que o ministerio da cultura estuda uma lei que daria incentivos fiscais que beneficiaria por hora a unica empresa nesse setor do pais, a Poly Som, de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, que mantem sua produção de forma artesanal e com somente três funcionarios.
(fonte: G1)
“A arte que liberta não pode vir da mão que escraviza”
19 - Outubro - 2007
Este ano é de comemoração, a semana de arte moderna completou 85 anos e a tropicália 40 e para comemorar toda essa festa surgiu das periferias “a semana de arte moderna da periferia” (iniciativa que recupera a radicalidade de 1922 e da Tropicália, mas afirma, além disso, um Brasil que já não se espelha nas elites, nem aceita ser subalterno a elas). A organização do movimento está por conta da COOPERIFA-Cooperativa de Artistas da Periferia, 40 grupos da grade metropolitana de Sampa compreendem está cadeia de idealizadores do projeto. Toda a muvuca vai acontecer entre os dias 4 e 10 de novembro lá na zona sul da grande Sampa, com apresentações da “riqueza da produção cultural periférica”. A ação deste projeto afirma uma iniciativa importante para a conscientização da sociedade brasileira que tanto apela à cultura gringa e se esquece que na periferia também se faz música, cinema, poema, arte em si.
Black Power Real
19 - Outubro - 2007
O homem branco “civilizado” trás uma mancha do maior genocídio na história da humanidade, que não é tão denunciado quanto o holocausto judaico onde morreram estima-se 6 milhões de pessoas. Para se ter uma idéia do massacre, dos séculos XV ao XIX, a África perdeu negros que foram escravizadas ou mortos numa cifra de cerca de 65 a 75 milhões de pessoas, só no Brasil foram quase quatro milhões vítimas deste regime de terror que os livros oficiais das escolas não registram e denunciam. Sem falar ainda das populações indígenas que foram dizimadas às dezenas de milhões nas Américas; no Brasil há 500 anos atrás, estimasse que existiam cerca de 3 a 8 milhões de índios, hoje eles são cerca de 300 mil apenas, vivendo doentes, famintos, com seus territórios sendo invadidos por posseiros e madereiras.
Mesmo com a Abolição da escravatura, as elites brasileiras foram tão cruéis, que ao invés de empregar os negros libertos, promoveram a imigração de pessoas estrangeiras para as nossas terras, aqui tinha muita mão de obra, mas do que um negro brasileiro, valia mais empregar um europeu ou um asiático recém chegado. Então esta massa negra não tendo acesso a renda foi para os morros e para as favelas e o resultado está aí, no conhecido século perdido, o século XX. Derivado deste legado, ainda hoje, a maioria dos dados é negativo quando se trata de negros: ganham menos até hoje, são os mais assassinados, sãos os que menos tem ensino, os que menos estão nas faculdades, os que menos tem acesso a saneamento básico, etc. Uma realidade que em uma ou duas gerações não vão conseguir mudar, mas que nem por isso se deve deixar de lutar por um mundo melhor à todos.
Já notório entre os afro-descendentes a velha fama da cidade de Campinas ser uma cidade bastante racista. Campinas foi uma das ultimas cidade do Brasil a aderirem ao abolicionismo e era comum em várias fazendas do Brasil, os senhores de engenhos ameaçarem seus escravos, dizendo que se eles não se comportassem, iriam vende-los para Campinas.
No livro de Cleber da Silva Maciel, Discriminações Raciais, do Centro de Memória da Unicamp, ele cita artigos na imprensa local daquela época, o racismo presente na sociedade campineira, O Jornal de Cidade Campinas em sua edição de 10 de maio de 1910 coloca a questão em seu artigo intitulado Pretos vagabundos dizendo que: “Todas as noites reúnem-se nos botequins da rua Conceição, trecho compreendido entre as ruas Francisco Glicério e Barão de Jaguará, uma malta de pretos vagabundos, que se embriagando cometem toda sorte de tropelia. Por aquele trecho não podem transitar senhoras de bem (….) Ontem a noite, dois pretos divertiam-se em frente a um dos botequins daquele trecho jogando capoeiragem, provocando ajuntamento de desocupados e impedindo o transito. Dois policias avisados do fato efetuaram a prisão dos capoeiras levando-os ao xilindró onde pernoitaram. Convém que o trecho referido seja policiado rigorosamente para evitar cenas desta natureza.”
O jornal Diário do Povo, noticia que a média de pessoas presas por este “crime” foi de 20 pessoas. Também no jornal Diário do Povo um artigo de 30 de outubro de 1923, intitulado Contra a vagabundagem deixa mais claro a mentalidade campineira da época: “A policia está contra as pretas desocupadas. Mas uma campanha começou com a policia local… hostilidade contra as pretas sem educação… percorrem vários cortiços prendendo mulheres ali residentes… O resultado desta campanha será de benefício para as donas de casa que lutam com a falta de empregadas de cor em Campinas.”
Não preciso nem dizer que os referidos jornais não tem nada a ver com isto, apenas publicavam artigos da época.
Mas o mais gritante era que jogar capoeira em Campinas dava cadeia pra negro e que a policia prendia mulheres negras pra virarem empregadas.
80 anos depois, começando o século XXI, Campinas terá como seu o representante maior um afro-descendente. O Dr Héio, que elegeu-se em grande parte ao seu próprio carisma e poder de articulação pessoal, vários cientistas políticos inclusive o afirmam. Dr Hélio também nunca aderiu ao discurso radical do movimento negro, pelo contrario, nesta questão sempre foi sereno, estava mais para Martin Lutter King do que para Malcon X, estes dois criadores de grandes correntes de pensamento do movimento negro mundial. Martin L. King era conciliador e pacifista, já Malcon X, radical e defendia a violência como forma de luta.
Diziam antigamente que para o negro subir na vida, tinha que correr atrás de uma bola ou bater um pandeiro, mas hoje a situação está diferente, temos políticos negros, empresários negros, profissionais liberais negros.
Mas muitas vezes o inimigo de um negro geralmente é outro negro. Aqui quando um negro fugia da fazenda, quem ia caça-lo no meio do mato, era outro negro, o famoso Capitão do Mato. Recebi o prêmio Zumbi dos Palmares na Câmara dos vereadores, de um negro? Não. Os que eram negros lá nunca me deram nada. Recebo das mãos de uma delegada, loira de olhos azuis, da famosa Delegada Teresinha, que fez um trabalho muito interessante frente a delegacia da mulher.
Mas você deve estar se perguntando por que estou escrevendo sobre questões de negritude se o dia 20 de novembro já passou. Estou escrevendo por que todo dia é dia da Consciência Negra. Falando nesta data, alguns desinformados falam assim: “mas deveria ter dia da consciência branca, japonesa e outras”. Mano, o Brasil tem uma dívida com os negros, eu não vi quadro de europeu e asiático tomando chicotada em tronco!
Paulo Shetara, DJ, produtor cultural. Escritor ( Canos, Ruas, Rimas e Manos, Nação Hip-Hop, Hip-Hop a Lápis),estudante de Jornalismo, Coordenador de Ação Cultural da Secretaria de Cultura de Campinas,
as gravadoras e a discriminalização da pirataria
12 - Outubro - 2007
aproveitando todo esse buruçu do tropa de elite, o album novo do radiohead e uma serie de acontecimentos tocando na tecla das formas de distribuição livres, descriminalização da pirataria e leis de direitos autorais, dou uma dica de um debate legal sobre o assunto:
parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=5oI9_u-ddXY
parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=LkFYbgmBja0
parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=PJUI2DGhc0M
parte 4: http://www.youtube.com/watch?v=uqVb16yTPUc
parte 5: http://www.youtube.com/watch?v=ntG2M4ThOWE
o programa conta com a presença do Wagner Sadi, executivo da Sony, Túlio Viana, professor da PUC-MG e advogado, e também o Renato Vilaça. vale a pena também conferir um artigo do H.D. Mabuse no overmundo. Fora que o assunto merece ser debatido com veemência.
mi hermanos.
11 - Outubro - 2007

Identidade
Nós brasileiros, também somos latino-americanos
Não podemos nos esquecer
Ainda somos explorados.
Quem é o seu verdadeiro inimigo?
O Hermano argentino do lado?
Ou o ianque oportunista?
Acorde e queime a nação mono-cultural
Queime todos os seus hamburgeres
Agora destruímos a sua cultura
Acorde!
Viva ao sonho latino-americano!
Seja qual for ele.
->indicação:
*música: Rage Against The Machine (SF)
*leitura: Eduardo Galeano (As veias abertas da América Latina)
abaixo assinado pró-democracia na china
10 - Outubro - 2007
As vésperas do congresso qüinqüenal, o partido comunista da china recebe uma abaixo assinado em prol da maior liberdade democrática e reformas na política. o documento conta com mais de 12 mil assinaturas de 30 províncias diferentes.
se brincar a conta da bala vai chegar na porta da mãe.
09/10/67
8 - Outubro - 2007

o mito X o homem
encarnado em camisetas de jovens alienados. encarnado em páginas de revistas de direita. encarnado em bocas burguesas disfarçadas de cordeiros. encarnado em tudo.
