a revolução não vai passar na tv.
18 - Novembro - 2007
Sistemas falidos, homens podres no poder, jovens mortos, mães que choram, suicídios, supra realidade, fatos inverídicos mostrados no aparelho de cores, a barbárie virou vida cotidiana no novo século e o homem civilizado, é o maior dos animais irracionais. Que vida doentia é essa que observamos por todos os longos dias, a tormenta reina. Constante estado de sítio, ninguém agüenta mais, mas nada ninguém faz para não ter que agüentar a podridão. Esse estado não pode ser real. Onde está a verdadeira educação?
a lua e o homem
18 - Novembro - 2007

o homem com certeza deve ter pisado na lua, e foi por lá, que ele esqueceu o seu cérebro. agora todos acéfalos, nos perguntamos como conseguimos chegar ao estado de alerta em que vivemos. Salve salve a nação de estúpidos, criada por esse chavão jogados em suas fuças, salve salve!
Queime
Queimem até não poderem mais explorar.
e
Obrigado pela paciência.
processo de desculpação
18 - Novembro - 2007
às pessoas que acompanham esse blog (sei que não são muitas, mas mesmo assim merecem o devido respeito tal qual fosse toda a população bloguistica mundial).
peço desculpas pela escassez de post’s aqui, é que estou passando por um momento fome de tudo: ando com fome de informação, fome de conhecimento acadêmico, fome de sexo, fome de comida, fome de musica, fome filosófica, fome de tecnologia etc. e talvez por essa fome de tudo ao mesmo tempo agora é esteja tendo essa tamanha dificuldade em deglutir todo esse grande volume de comida vomita-los aqui pra vocês. mas eu acredito que com o tempo tudo vá voltar a seu devido lugar e você possam sentir o veneno da in-for-free-mação.
happy counterterrism day
5 - Novembro - 2007
Remember, remember the fifth of November,
The gunpowder, treason and plot,
I know of no reason
Why gunpowder treason
Should ever be forgot
Guy Fawkes, Guy Fawkes, ’twas his intent
To blow up the King and Parliament.
Three score barrels of powder below,
Poor old England to overthrow;
By God’s providence he was catch’d
With a dark lantern and burning match.
Holloa boys, holloa boys, make the bells ring.
Holloa boys, holloa boys, God save the King!
Hip hip hoorah!A penny loaf to feed the Pope.
A farthing o’ cheese to choke him.
A pint of beer to rinse it down.
A faggot of sticks to burn him.
Burn him in a tub of tar.
Burn him like a blazing star.
Burn his body from his head.
Then we’ll say ol’ Pope is dead.
Hip hip hoorah!
Hip hip hoorah hoorah!

voila v
no monitor é só monitor
4 - Novembro - 2007
pesquisa realizada recentemente nos estados unidos pela JTW, constatou o que todo mundo já sabia: que os americanos são viciados em internet, e que por causa disso não sabem mais namorar. como diria este pobre poeta: dedo ativo, pinto pifo.
(fonte ccsp)
tempo perdido
4 - Novembro - 2007

o site waitless.org propõe métodos de economizar seu tempo, um dos exemplos é ganhar seis dias só enrolando o fio do seu ipod. o ruim é que descobri que se continuar no ritmo online que ando, vou “despediçar” 13 anos e um mês só surfando por aí.
Para que as cidades ressuscitem
1 - Novembro - 2007
Proposta: lançar, na cidade mais individualista e caótica do país, um movimento de ecologia urbana, capaz de questionar a civilização do automóvel e abrir debate sobre políticas que permitam uma existência digna
Se São Paulo fosse um crime, como poderíamos evitá-lo? Pergunta inusitada, ainda mais porque “no país do futuro” esperaríamos que o amanhã chegasse primeiro na “cidade que nunca dorme”. Porém, uma descrição atenta da cidade do ponto de vista da ecologia urbana pode nos ajudar a enxergar melhor esse crime e, quem sabe, como evitá-lo no futuro.São Paulo é uma expressão exemplar do paradigma de “civilização” consumista: sua frota de veículos é a segunda maior do mundo, só ultrapassada por Tóquio, e cresce em ritmo oito vezes mais rápido do que a sua população. A cidade, que se transformou em metrópole sob a égide da indústria automobilística, cedeu seu espaço cívico para o carro e perdeu sua alma.Seria até trivial apontar as estatísticas criminosas associadas ao símbolo da industrialização consumista de que São Paulo é exemplar: 92% da poluição é causada pelos carros, reduzindo em quase dois anos a vida média do paulistano. Acidentes automobilísticos são a maior causa de mortes não-naturais: 1.487 pessoas perderam a vida no trânsito da cidade em 2006, segundo a Companhia de Engelharia do Trânsito (CET). Além disso, há outros nove óbitos diários, em média, devido à poluição do ar, de acordo com estudo da Faculdade de Medicina da USP. Porém, não há nada de banal em indicar um dado quase apocalíptico: caso nada seja feito, São Paulo pode ter o ar tão poluído, em 2020, quanto a Vila Parisi, a área industrial de Cubatão conhecida como Vale da Morte.Não é, de fato, uma cidade, mas um ajuntamento individualista, cujo símbolo maior é o carro, o maior crime de São Paulo. A péssima qualidade de vida resultante é o um crime contra as pessoas e o próprio meio-ambiente da cidade.Talvez importe menos descobrir o criminoso do que saber como é que podemos ressuscitar o morto na sala de operações. Em outras palavras, como transformar São Paulo em uma cidade, em uma urbe habitada por cidadãos, aptos a discutirem suas condições de vida e pactuarem políticas que levem a uma existência digna?Ao concebermos a cidade como um ente vivo, cuja saúde determina também a vida, felicidade e sofrimento dos seus moradores, ganham sentido os padrões de mobilidade no espaço urbano e outros elementos estruturais que viabilizam seu funcionamento – isto é, seu metabolismo. Deste modo, quando abordada da perspectiva ambiental, a vida urbana possui uma unidade que ser torna imediatamente visível, por mais fragmentada que ela pareça quando a cidade é tratada do ponto de vista do mercado ou do individualismo associal.Nesse sentido, um movimento de ecologia urbana, que aborde os problemas da cidade do ponto de vista ecológico, pode nos ajudar a criar as forças necessárias para sairmos do atoleiro criminoso em que estamos. Não somente porque a conjuntura joga a favor dessa perspectiva – basta lembrar a questão do aquecimento global ou o movimento Nossa São Paulo –, mas porque haveria aí a possibilidade de resgatar uma unidade há muito perdida.Se tomarmos como ponto de partida o combate a um dos símbolos mais criminosos de São Paulo – o automóvel – quem sabe não possamos mudar o rumo dessa história. Quem sabe, fazer com que as gerações futuras, ao olharam para o nosso presente, perguntem não que crime era São Paulo, mas como a sociedade civil criou um ser urbano pulsante nas primeiras décadas do terceiro milênio, muito distante de pertencer ao Vale da Morte.
Manoel Neto, Flávio Shirahige
realidade ética no brasil 1
31 - Outubro - 2007
Renangate, mensalão, mensalinho, Sivam, esquema PC Farias, anões do orçamento, fraudes na Sudam e superfaturamento de obras públicas, violação do painel de votação, outros. ponto ponto ponto ponto ponto ponto.frases para reflexão:
“a ética não se adapta às necessidades de cada um. Ela é um conceito universal e sólido.” (Inácio Strieder | professor – UFPE)
“Parecer ético é uma questão de estética, típica do oportunismo. Ser ético, porém, é uma questão de caráter” (Frei Betto)
simpsons versão halloween 19
31 - Outubro - 2007

episódio do dia das bruxas da 19ª temporada dos simpsons.
panorâmica deriva mental
28 - Outubro - 2007
Agilizando eu posso ver, luzes magnéticas passando em um instante. O que você está fazendo? O que você está querendo ver? As pessoas em estão em um instante, momento de calamidade social, desespero com o amanhã, e o hoje já não é mais hoje é apenas conseqüência do ontem. Viver sob a lama não é adequado para nenhum irmão, conectividade, vamos tragar essa conectividade, necessitamos. Luzes, luzes revolucionária. Poucas palavras.
por um amor mais saudável
28 - Outubro - 2007

Mais perto do que distante estão todas as coisas que envolvem esta cidade para seus moradores, mas ninguém parece se importar muito com seus males.
Eu conto recife
Defeco e vomito recife
Vivo em Recife
O que realmente nós precisamos para retirar esta cidade das cinzas? Recife dos rios e das pontes. Recife da fome e do caos, dos coletivos lotados e das barracas de coco, dos caranguejos e mundos livres.
Por uma vida menos ordinária
Eu choro de emoção por ti Recife.
relatos de uma vida real
24 - Outubro - 2007
“O nome do polícia era Manoel Ribeiro, mas o apelido dele era Mané da Banha. O cara gostava muito de grana, sabe? Era um polícia tão safado, que pra ele valia uma carne de porco, que ele se amarrava. Ele trocava por um pedaço de sabão, qualquer arrego para ele tava bom. E o filha da puta do comissário, chefe da Roubos e Furtos de Caxias, dá pra acreditar? Mas ele tinha uma bronca, de mim, sabe, menor? Sabe por quê? É que eu uma vez tinha botado ele pra sair avoando do meu morro. O cara foi para cima de mim, achando que eu ia peitar. Ele não acreditou quando eu dei a volta e aí, o seguinte: vi que o cara tinha deixado o jipe parado la em cima do morro. Eu soltei o freio e deixei o carro descer. Virou bagaço lá na caixa d’água. Nesse dia lá no restaurante Oceano, ele disse: ‘Tudo bem, mas primeiro paga o prejuízo que tu deu no meu jipe’. Foi difícil negociar nesses termos, mas nos terminamos chegando num arrego. Como eu disse, o negócio do cara era se vender. O que ele precisava era da sensação de tá levando vantagem na parada. Ou então de ter os bandidos mais temidos da Baixada, na mão. Acho que é isso. Não sei. Eu é que não vou perder meu tempo tentando entender o que se passa na cabeça de um cana corrupto. Pra mim já era um sacrifício ter que receber aquela cara uma vez por semana, apertar a mão dele e tal. Eu fiz marra à vera, disse que se eles atacassem eu metia a mão e fazia que tinha feito com o guarda noturno do Antônio Portugal. Mas a grande verdade é que eu logo tava adaptado àquelas modernidades. Realmente, não tinha comparação. O Russinho, o Milica e o Galeguinho tavam cobertos de razão. Era melhor trabalhar assim. Melhor pro polícia, que leva uma graninha a mais. Melhor pro freguês, que entrava e saia sem susto da boca de fumo e acima de tudo melhor para nós. Acho que foi aquela passagem que tive certeza de que o crime é um meio de vida. Não de matar ou morrer.”
(Trecho do livro “Lembrancinha do adeus – histórias de um bandido”, da editora Planeta)
10 RAZÕES PARA LEGALIZAR AS DROGAS
23 - Outubro - 2007
1 – ENCARAR O VERDADEIRO PROBLEMA
Os burocratas que constroem as políticas sobre drogas têm usado a proibição como uma cortina de fumaça para evitar encarar os fatores sociais e econômicos que levam as pessoas a usar drogas. A maior parte do uso ilegal e do uso legal de drogas é recreacional. A pobreza e o desespero estão na raiz da maioria do uso problemático da droga, e somente dirigindo-se a estas causas fundamentais é que poderemos esperar diminuir significativamente o número de usuários problemáticos.
2 – ELIMINAR O MERCADO DO TRÁFICO
O mercado de drogas é comandado pela demanda e milhões de pessoas demandam drogas atualmente ilegais. Se a produção, suprimento e uso de algumas drogas são criminalizados, cria-se um vazio que é preenchido pelo crime organizado. Os lucros neste mercado são de bilhões de dólares. A legalização força o crime organizado a sair do comércio de drogas, acaba com sua renda e permite-nos regular e controlar o mercado (isto é prescrever, licenciar, controle de venda a menores, regulação de propaganda, etc..).
3 – REDUÇÃO DRÁSTICA DO CRIME
O preço de drogas ilegais é determinado por um mercado de alta demanda e não regulado. Usar drogas ilegais é muito caro. Isto significa que alguns usuários dependentes recorrem ao roubo para conseguir dinheiro (corresponde a 50% do crime contra a propriedade na Inglaterra e é estimado em 5 bilhões de dólares por ano). A maioria da violência associada com o negócio ilegal da droga é causada por sua ilegalidade. A legalização permitiria regular o mercado e determinar um preço muito mais baixo acabando com a necessidade dos usuários de roubar para conseguir dinheiro.Nosso sistema judiciário seria aliviado e o número de pessoas em prisões seria reduzido drasticamente, economizando-se bilhões de dólares. Por causa do preço baixo, os fumantes de cigarro não têm que roubar para manter seu hábito. Não há também violência associada com o mercado de tabaco legal.
4 – USUÁRIOS DE DROGA ESTÃO AUMENTANDO
As pesquisas na Inglaterra mostram que quase a metade de todos os adolescentes entre 15 e 16 anos já usou uma droga ilegal. Cerca de 1,5 milhão de pessoas usa ecstasy todo fim de semana. Entre os jovens, o uso ilegal da droga é visto como normal. Intensificar a guerra contra as drogas não está reduzindo a demanda. Na Holanda, onde as leis do uso da maconha são muito menos repressivas, o seu uso entre os jovens é o mais baixo da Europa. A legalização aceita que o uso da droga é normal e que é uma questão social e não uma questão de justiça criminal. Cabe a nós decidirmos como vamos lidar com isto. Em 1970, na Inglaterra, havia 9.000 condenações ou advertências por uso de droga e 15% de novas pessoas tinham usado uma droga ilegal. Em 1995 os números eram de 94.000 e 45%. A proibição não funciona.
5 – POSSIBILITAR O ACESSO A INFORMAÇÃO VERDADEIRA E A RIQUEZA DA EDUCAÇÃO
Um mundo de desinformação sobre drogas e uso de drogas é engendrado pelos ignorantes e preconceituosos burocratas da política e por alguns meios de comunicação que vendem mitos e mentiras para benefício próprio. Isto cria muito dos riscos e dos perigos associados com o uso de drogas. A legalização ajudaria a disseminar informação aberta, honesta e verdadeira aos usuários e aos não-usuários para ajudar-lhes a tomar decisões de usar ou não usar e de como usar. Poderíamos começar a pesquisar novamente as drogas atualmente ilícitas e descobrir todos seus usos e efeitos – positivos e negativos.
6 – TORNAR O USO MAIS SEGURO PARA O USUÁRIO
A proibição conduziu à estigmatização e marginalização dos usuários de drogas. Os países que adotam políticas ultra-proibicionistas têm taxas muito elevadas de infecção por HIV entre usuários de drogas injetáveis. As taxas de hepatite C entre os usuários no Reino Unido estão aumentando substancialmente. No Reino Unido, nos anos 80, agulhas limpas para usuários e instrução sobre sexo seguro para jovens foram disponibilizados em resposta ao medo do HIV. As políticas de redução de danos estão em oposição direta às leis de proibição.
7 – RESTAURAR NOSSOS DIREITOS E RESPONSABILIDADES
A proibição criminaliza desnecessariamente milhões de pessoas que, não fosse isso, seriam pessoas normalmente obedientes às leis. A proibição tira das mãos dos que constroem as políticas públicas a responsabilidade da distribuição de drogas que circulam no mercado paralelo e transfere este poder na maioria das vezes para traficantes violentos. A legalização restauraria o direito de se usar drogas responsavelmente e permitiria o controle e regulação para proteger os mais vulneráveis.
8 – RAÇA E DROGAS
As pessoas da raça negra correm dez vezes mais risco de serem presas por uso de drogas que as pessoas brancas. As prisões por uso de droga são notoriamente discriminatórias do ponto de vista social, alvejando facilmente um grupo étnico particular. A proibição promoveu este estereótipo das pessoas negras. A legalização remove um conjunto inteiro de leis que são usadas desproporcionalmente no contato de pessoas negras com o sistema criminal da justiça. Ajudaria a reverter o número desproporcional de pessoas negras condenadas por uso de droga nas prisões.
9 – IMPLICAÇÕES GLOBAIS
O mercado de drogas ilegais representa cerca de 8% de todo o comércio mundial (em torno de 600 bilhões de dólares ano). Países inteiros são comandados sob a influência, que corrompe, dos cartéis das drogas. A proibição permite também que os países desenvolvidos mantenham um amplo poder político sobre as nações que são produtoras com o patrocínio de programas de controle das drogas. A legalização devolveria o dinheiro perdido para a economia formal, gerando impostos, e diminuiria o alto nível de corrupção. Removeria também uma ferramenta de interferência política das nações estrangeiras sobre as nações produtoras.
10 – A PROIBIÇÃO NÃO FUNCIONA
Não existe nenhuma evidência para mostrar que a proibição esteja resolvendo o problema. A pergunta que devemos nos fazer é: Quais são os benefícios de criminalizar qualquer droga? Se após analisarmos todas as evidências disponíveis concluirmos que os males superam os benefícios, então temos de procurar uma política alternativa. A legalização não é a cura para tudo, mas nos permite encarar os problemas criados com o uso da droga e os problemas criados pela proibição. É chegada a hora de uma política pragmática e eficaz sobre drogas.
Texto original de:
Comandante John Grieve
Unidade de Inteligência Criminal,
Scotland Yard, Channel 4 1997.
(traduzido por Luis Verza)
eu fico triste por saber que muita gente boa toma partido contra essa luta somente em face da ignorância que anda os embriagando.
Black Power Real
19 - Outubro - 2007
O homem branco “civilizado” trás uma mancha do maior genocídio na história da humanidade, que não é tão denunciado quanto o holocausto judaico onde morreram estima-se 6 milhões de pessoas. Para se ter uma idéia do massacre, dos séculos XV ao XIX, a África perdeu negros que foram escravizadas ou mortos numa cifra de cerca de 65 a 75 milhões de pessoas, só no Brasil foram quase quatro milhões vítimas deste regime de terror que os livros oficiais das escolas não registram e denunciam. Sem falar ainda das populações indígenas que foram dizimadas às dezenas de milhões nas Américas; no Brasil há 500 anos atrás, estimasse que existiam cerca de 3 a 8 milhões de índios, hoje eles são cerca de 300 mil apenas, vivendo doentes, famintos, com seus territórios sendo invadidos por posseiros e madereiras.
Mesmo com a Abolição da escravatura, as elites brasileiras foram tão cruéis, que ao invés de empregar os negros libertos, promoveram a imigração de pessoas estrangeiras para as nossas terras, aqui tinha muita mão de obra, mas do que um negro brasileiro, valia mais empregar um europeu ou um asiático recém chegado. Então esta massa negra não tendo acesso a renda foi para os morros e para as favelas e o resultado está aí, no conhecido século perdido, o século XX. Derivado deste legado, ainda hoje, a maioria dos dados é negativo quando se trata de negros: ganham menos até hoje, são os mais assassinados, sãos os que menos tem ensino, os que menos estão nas faculdades, os que menos tem acesso a saneamento básico, etc. Uma realidade que em uma ou duas gerações não vão conseguir mudar, mas que nem por isso se deve deixar de lutar por um mundo melhor à todos.
Já notório entre os afro-descendentes a velha fama da cidade de Campinas ser uma cidade bastante racista. Campinas foi uma das ultimas cidade do Brasil a aderirem ao abolicionismo e era comum em várias fazendas do Brasil, os senhores de engenhos ameaçarem seus escravos, dizendo que se eles não se comportassem, iriam vende-los para Campinas.
No livro de Cleber da Silva Maciel, Discriminações Raciais, do Centro de Memória da Unicamp, ele cita artigos na imprensa local daquela época, o racismo presente na sociedade campineira, O Jornal de Cidade Campinas em sua edição de 10 de maio de 1910 coloca a questão em seu artigo intitulado Pretos vagabundos dizendo que: “Todas as noites reúnem-se nos botequins da rua Conceição, trecho compreendido entre as ruas Francisco Glicério e Barão de Jaguará, uma malta de pretos vagabundos, que se embriagando cometem toda sorte de tropelia. Por aquele trecho não podem transitar senhoras de bem (….) Ontem a noite, dois pretos divertiam-se em frente a um dos botequins daquele trecho jogando capoeiragem, provocando ajuntamento de desocupados e impedindo o transito. Dois policias avisados do fato efetuaram a prisão dos capoeiras levando-os ao xilindró onde pernoitaram. Convém que o trecho referido seja policiado rigorosamente para evitar cenas desta natureza.”
O jornal Diário do Povo, noticia que a média de pessoas presas por este “crime” foi de 20 pessoas. Também no jornal Diário do Povo um artigo de 30 de outubro de 1923, intitulado Contra a vagabundagem deixa mais claro a mentalidade campineira da época: “A policia está contra as pretas desocupadas. Mas uma campanha começou com a policia local… hostilidade contra as pretas sem educação… percorrem vários cortiços prendendo mulheres ali residentes… O resultado desta campanha será de benefício para as donas de casa que lutam com a falta de empregadas de cor em Campinas.”
Não preciso nem dizer que os referidos jornais não tem nada a ver com isto, apenas publicavam artigos da época.
Mas o mais gritante era que jogar capoeira em Campinas dava cadeia pra negro e que a policia prendia mulheres negras pra virarem empregadas.
80 anos depois, começando o século XXI, Campinas terá como seu o representante maior um afro-descendente. O Dr Héio, que elegeu-se em grande parte ao seu próprio carisma e poder de articulação pessoal, vários cientistas políticos inclusive o afirmam. Dr Hélio também nunca aderiu ao discurso radical do movimento negro, pelo contrario, nesta questão sempre foi sereno, estava mais para Martin Lutter King do que para Malcon X, estes dois criadores de grandes correntes de pensamento do movimento negro mundial. Martin L. King era conciliador e pacifista, já Malcon X, radical e defendia a violência como forma de luta.
Diziam antigamente que para o negro subir na vida, tinha que correr atrás de uma bola ou bater um pandeiro, mas hoje a situação está diferente, temos políticos negros, empresários negros, profissionais liberais negros.
Mas muitas vezes o inimigo de um negro geralmente é outro negro. Aqui quando um negro fugia da fazenda, quem ia caça-lo no meio do mato, era outro negro, o famoso Capitão do Mato. Recebi o prêmio Zumbi dos Palmares na Câmara dos vereadores, de um negro? Não. Os que eram negros lá nunca me deram nada. Recebo das mãos de uma delegada, loira de olhos azuis, da famosa Delegada Teresinha, que fez um trabalho muito interessante frente a delegacia da mulher.
Mas você deve estar se perguntando por que estou escrevendo sobre questões de negritude se o dia 20 de novembro já passou. Estou escrevendo por que todo dia é dia da Consciência Negra. Falando nesta data, alguns desinformados falam assim: “mas deveria ter dia da consciência branca, japonesa e outras”. Mano, o Brasil tem uma dívida com os negros, eu não vi quadro de europeu e asiático tomando chicotada em tronco!
Paulo Shetara, DJ, produtor cultural. Escritor ( Canos, Ruas, Rimas e Manos, Nação Hip-Hop, Hip-Hop a Lápis),estudante de Jornalismo, Coordenador de Ação Cultural da Secretaria de Cultura de Campinas,
quanto você vale?
18 - Outubro - 2007

HumanForSale.com – For sale by owner!
imaginem vocês que agora podemos calcular nosso valor, eu fiquei cotado na casa de 1,5 milhão de dolares, tem também uns testes pra saber se você é junkie, pra saber seu q.i., etc, mas tudo em inglês =(
